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domingo, 28 de agosto de 2011

Minha Aventura

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"Minha aventura, pra onde você foi? Pra onde você vai?" 

Estes dias estava vasculhando minhas gavetas normalmente até que encontrei uma caixa e, ao abri-la trouxe o passado a tona. Suas cartas estavam lá, havia um grande pedaço de saudade, tristeza e amor guardados ali dentro. Li carta por carta, observei os traços de sua letra e imagina sua voz dizendo aquelas coisas a mim. 
Infelizmente tudo isso apenas trouxe o passado e não a você. 

Crescimento pessoal

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Bom dia! :3 ~

Saudades daqueles tempos nos quais jogava futebol, brincava de peão e andava de bicicleta pelas ruas como se não houvesse amanhã. Daquele tempo onde internet, celulares, relacionamentos não faziam diferença na minha vida.
Tudo faz parte de uma evolução pela qual todos passam. Mas, depois de tantas lágrimas escorridas, tantos soluços em meio a copos de bebida e, tantas amizades perdidas me fazem querer voltar apara aqueles tempos. Me fazem querer deixar tudo pra trás.
Óbvio que não farei isso, vontade não me falta. Eu sei que é apenas uma fase, sei que tudo isso está me fazendo tornar uma pessoa mais forte.
Muito já me magoaram e sei que já magoei a muitos também, mas, nunca foi minha intenção. Pelo menos é o que sempre disse. Penso que lá no fundo eu queria realmente fazer umas coisas que não devia ter feito apenas para uma "vingança pessoal" ridícula.
Bem, um dia a gente aprende (ounão).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ficção sem nome.

1 comentários

Boa noite.
Bem vindos ao meu primeiro post.
Vasculhando meus arquivos encontrei está história perdida no meu desktop e me senti no dever de compartilhar. Quem sabe dependendo dos comentários eu não de continuidade a ela? Enfim, uma ótima leitura.

Já quase não era capaz de ouvir os tiros passando sob minha cabeça. Mesmo ferido já não era mais capaz de sentir dor. Sentia-me como uma máquina prestes a desligar, engrenagem por engrenagem parando de girar, prontas para ficarem estáticas, apenas esperando que a ferrugem as consumissem. Apenas minha mente teimava permanecer ligada, como se quisesse que eu refletisse antes da minha morte. Centenas de tiros cortavam o céu num voo rasante e chegavam ao seu alvo sem pena, perfurando seus músculos, queimando sua pele, esvaindo sua vida. Balas são tão frias, são criadas por homens para tirar a vida deles próprios, qual a lógica disso? Bem, óbvio que eu não saberia, afinal, era o atirar de elite das Forças Armadas dos EUA. Meu coração já não bombeava mais sangue, estava morto.

Outubro de 1988.
E tudo começa naquela tarde. Lembro-me como se fosse ontem quando dois caras encapuzados invadiram minha casa na madrugada enquanto todos dormiam. Ainda hoje posso ouvir os gritos da minha mãe a perceber que estávamos sendo assaltados, mas por Deus, como era tola. Fazia muito frio naquela madruga e enquanto ouvia aos gritos mais e mais me enrolava em meio às cobertas como se fossem capazes de espantar meu medo. Então ouvi um tumulto crescente nas escadarias e dois disparos. Era como se uma onde de choque tivesse tomado meu peito e redirecionado aos meus ouvidos, então, mais nada pude ouvir. O medo tomou conta de mim. Será que meu pai havia pego uma de suas armas de seus tempos de exército e acabado com os miseráveis? Perguntei entre meus pensamentos. Mas, ele não usava armas há anos. Não, não podia ser ele. E enquanto perdido em pensamentos terminei por ouvir mais um tiro seguido por um gemido de dor profunda e não pude ficar na minha cama, sabia o que tinha que fazer. Meu pai era atirador de elite nos tempos que servira o exército, não seriam necessários três tiros para matar dois intrusos, os disparos não poderiam ter partido de suas mãos. Corri o máximo que pude sem fazer barulho. Sempre soube onde meu pai guardava suas armas, óbvio que nunca o contei. Atrás de seus livros prediletos na prateleira mais alto da estante em seu quarto. Um trinca semi-aberta, deveria tê-las limpado mais cedo. –pensei. Livros ao chão, não entendia de nomes nem calibres naquela época, mas sabia que servia para matar. Engatilhei a arma como meu pai me ensinava com as de brinquedo –não devia ser tão difícil-.
Caminhei pelo corredor calmamente de longe tive a confirmação que os tiros não haviam sido disparados pelo meu pai. Os dois estavam ao chão, pai e mãe, mas não tinha tempo para ficar observando-os. Corri novamente pelas escadas e quando os dois criminosos olharam para trás tiveram certeza que aquele seria seu ultimo assalto. Dois únicos tiros certeiros. Frios.
(Vinicius Monteiro)
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